O clamor sequioso de justiça, É quase sempre, portador de rebeldia e orgulho. Agride, revolta, trama e faz barulho, Denota cegueira transitória e enfermiça.
Por sob o véu injustiças há, Por sobre ele, com Olhos de "Ver", não. Nas reviravoltas dos justos por injustos, Certo é, que não existe inocência e razão.
No Divino código, que é justo e perfeito, Existe misericórdia e apelação. E não há brecha, distorção ou falsa interpretação, Na Lei de Causa e Efeito.
Ainda aquém de compreender seu sofrimento, Segue assim, a claudicante humanidade. Nas idas e vindas, da euforia ao lamento, Em sua busca, por ora inglória, da tal felicidade.
Até que há de chegar o dia, Que o Amor se unirá em laços à razão. Sob o clarão dessa luz que irradia, O Bem que encerra o caos e a escuridão.
quarta-feira, 28 de outubro de 2015
Olhos de "Ver"
sexta-feira, 2 de outubro de 2015
Tal qual cheguei
Quando chegar o dia, quero ir sem demora,
Não quero romaria, nem choradeira,
Tão pouco amargura e nem tristeza,
Apenas a relevância de agora.
Façam-me o favor caros amigos,
De não me ligar tal importância,
Não se arrastando pelas convenções,
Na força e no clamor da circunstância.
Quero partir como o Chico,
Envolto em densa cortina de fumaça,
Durante a realização de grande festa,
Cheia de alegria, regada a cachaça.
A vida é um porto com idas e vindas,
Que traz ao mundo constantes renovações,
Tenham esperanças que coisa melhor há de vir,
Afim de aos poucos corrigir minhas imperfeições.
Se desejar é verdadeiramente plasmar,
E que o pensamento é terreno fecundo,
Se Deus quiser e há de querer,
Partirei tal qual cheguei,
Entre um gol e outro do Brasil, na copa do mundo.
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