Frequentemente observamos, acontecimentos que tomam as atenções da mídia e de um público, cada vez mais sedento de informações, sejam elas verídicas ou inverídicas, completas ou não, afinal o que importa isso? Já tentaste dizer a quem tem sede, se a água que sorve no ato do seu desespero, vem de fonte pura, salobra ou cujo o lençol se encontra amplamente contaminado? Provavelmente, sua mente focada na supressão daquela necessidade, nem registrará a sua observação. Nesse exato momento, em que a razão é substituída pelo instinto de sobrevivência, não atentamos para os perigos ocultos, e as consequências que poderemos enfrentar a seguir. Os acontecimentos futuros serão fruto do nosso desequilíbrio e invigilância, e esse enceguecimento, é o efeito da mais pura paixão humana, cujas causas residem sempre no egoísmo e no orgulho, que aninhados como siameses chafurdam a humanidade a séculos.
Toda vez que deixamos a razão de lado e nos entregamos ao governo dos instintos, abrimos caminho para as paixões, principalmente as más. E se o instinto de preservação, nos foi benéfico na infância, a partir da adolescência deverá ser lentamente substituído pelo crivo da razão, e que na juventude e na fase adulta da existência, passamos a coexistir a dualidade "Razão e Sensibilidade", até atingir a sonhada maturidade, e nos tornarmos permanentemente razão, deixando dormitar nossos primitivos instintos.
Quando não nos preocupamos com a origem e a finalidade das informações que buscamos freneticamente, estamos sendo levados por essas duas más paixões, e pior ainda, quando as disseminamos de forma irresponsável com a mais leviana capacidade de síntese, não só esquecendo "As três peneiras" de Sócrates, mas atropelando o direito a privacidade e o direito amplo de defesa do outro, esquecendo que o direito que você "acha que possui" de saber e conhecer os fatos contrapõe-se ao direito que as pessoas têm de não verem expostas as suas vidas privadas.
Toda vez que deixamos a razão de lado e nos entregamos ao governo dos instintos, abrimos caminho para as paixões, principalmente as más. E se o instinto de preservação, nos foi benéfico na infância, a partir da adolescência deverá ser lentamente substituído pelo crivo da razão, e que na juventude e na fase adulta da existência, passamos a coexistir a dualidade "Razão e Sensibilidade", até atingir a sonhada maturidade, e nos tornarmos permanentemente razão, deixando dormitar nossos primitivos instintos.
Quando não nos preocupamos com a origem e a finalidade das informações que buscamos freneticamente, estamos sendo levados por essas duas más paixões, e pior ainda, quando as disseminamos de forma irresponsável com a mais leviana capacidade de síntese, não só esquecendo "As três peneiras" de Sócrates, mas atropelando o direito a privacidade e o direito amplo de defesa do outro, esquecendo que o direito que você "acha que possui" de saber e conhecer os fatos contrapõe-se ao direito que as pessoas têm de não verem expostas as suas vidas privadas.
Allan Kardec, sábio do século XIX, Filósofo, Educador e Codificador da Doutrina Espírita, referia-se a paixão, como um corcel, que se domado e com rédeas justas e firmes, seria benéfica e aliada do homem, a fim de impulsiona-lo ao progresso, retira-lo do estacionário trazendo por consequência avanço à humanidade. Em contrapartida, longas e frouxas essas amarras ou mesmo inexistentes, o corcel seria indomável, inconsequente, imprevisível e por fim incontrolável, porque esse comportamento é inerente a sua natureza. No seu íntimo e nos seus instintos mais primitivos, entende a liberdade como condição básica a sua existência, não permitindo o encarceramento. Assim é a paixão, se não for lapidada, submetida à razão, torna-se tresloucada, desmedida e perigosa.
Kardec portanto, subdividia a paixão em dois estágios, pois a entendia como pedra preciosa, que do estado bruto a lapidação deveríamos empreender grande esforço próprio. Sabia que a negligência nesse esforço poderia nos ser de grande prejuízo. E quantos não foram os homens de gênio que ao dominar parcialmente ou na totalidade suas vigorosas paixões, criaram, descobriram e por fim realizaram, tornando-se grandes vultos e grandes precursores da humanidade, e que outros tantos perderam-se entre os escombros dos desastres causados pelos seus personalismos doentios, deixaram-se guiar pelo egoísmo, orgulho, ganância, vaidade e inveja. O personalismo humano é como um cavalo chucro, necessita ser domado, caso contrário correrá sempre desembestado. O homem vem ao mundo com sua personalidade embrutecida cabendo a seus pais a primeira fase de sua lapidação, reservando ao indivíduo o restante da tarefa no autoburilamento.
Exemplos numerosos tivemos da negligência humana, sendo o mais recente que me vem a memória, a morte da Princesa Diana, que perseguida por "paparazzi" sofreu violento acidente dentro de túnel que ligava a França à Inglaterra, acabando por ceifar sua curta existência. Tudo para alimentar tablóides sensacionalistas, que tem por finalidade alimentar a nossa fome de informação. Informação essa que não traria nada de construtivo a humanidade, somente alimentaria a egolatria, idolatria e imagologia sociais.
É comum na área criminal, vermos a segurança pública, na busca desenfreada de dar uma rápida resposta a sociedade, ceder a pressão da opinião pública, leia-se imprensa, acusar inocentes e apresenta-los precipitadamente a uma mídia e população sedentos de sangue. Enquanto isso o verdadeiro culpado se distancia da justiça amparado pela cortina de fumaça que a ignorância coletiva joga sobre os fatos. Mais uma vez somos nós os culpados, que com a nossa pressa de viver, fazer e conhecer reservamos pouco tempo da nossa vida para meditar, observar e esperar. Esquecemos que Deus não levou apenas 5 dias para criar a nossa morada, mas 5 bilhões de anos, e que somente há alguns milhares de anos surgimos, e portanto fomos os últimos a chegar num mundo perfeito, mas como nos encontramos ainda longe da perfeição, pois fomos criados simples e ignorantes e depois de todo esse tempo em constante evolução, nada justifica que permaneçamos ainda egoístas e orgulhosos.
Kardec portanto, subdividia a paixão em dois estágios, pois a entendia como pedra preciosa, que do estado bruto a lapidação deveríamos empreender grande esforço próprio. Sabia que a negligência nesse esforço poderia nos ser de grande prejuízo. E quantos não foram os homens de gênio que ao dominar parcialmente ou na totalidade suas vigorosas paixões, criaram, descobriram e por fim realizaram, tornando-se grandes vultos e grandes precursores da humanidade, e que outros tantos perderam-se entre os escombros dos desastres causados pelos seus personalismos doentios, deixaram-se guiar pelo egoísmo, orgulho, ganância, vaidade e inveja. O personalismo humano é como um cavalo chucro, necessita ser domado, caso contrário correrá sempre desembestado. O homem vem ao mundo com sua personalidade embrutecida cabendo a seus pais a primeira fase de sua lapidação, reservando ao indivíduo o restante da tarefa no autoburilamento.
Exemplos numerosos tivemos da negligência humana, sendo o mais recente que me vem a memória, a morte da Princesa Diana, que perseguida por "paparazzi" sofreu violento acidente dentro de túnel que ligava a França à Inglaterra, acabando por ceifar sua curta existência. Tudo para alimentar tablóides sensacionalistas, que tem por finalidade alimentar a nossa fome de informação. Informação essa que não traria nada de construtivo a humanidade, somente alimentaria a egolatria, idolatria e imagologia sociais.
É comum na área criminal, vermos a segurança pública, na busca desenfreada de dar uma rápida resposta a sociedade, ceder a pressão da opinião pública, leia-se imprensa, acusar inocentes e apresenta-los precipitadamente a uma mídia e população sedentos de sangue. Enquanto isso o verdadeiro culpado se distancia da justiça amparado pela cortina de fumaça que a ignorância coletiva joga sobre os fatos. Mais uma vez somos nós os culpados, que com a nossa pressa de viver, fazer e conhecer reservamos pouco tempo da nossa vida para meditar, observar e esperar. Esquecemos que Deus não levou apenas 5 dias para criar a nossa morada, mas 5 bilhões de anos, e que somente há alguns milhares de anos surgimos, e portanto fomos os últimos a chegar num mundo perfeito, mas como nos encontramos ainda longe da perfeição, pois fomos criados simples e ignorantes e depois de todo esse tempo em constante evolução, nada justifica que permaneçamos ainda egoístas e orgulhosos.