Independente da crença individual de cada ser, no que diz respeito a origem humana, pois creiam uns que viemos dos símios, creiam outros que somos descendentes do unigênito Adão, ou creiam outros tantos que o princípio vital se estabeleceu nas águas mornas de um planeta ainda incandescente, na forma de microrganismos unicelulares, o ponto convergente e portanto notório nessa multiplicidade de sistemas, é que de lá pra cá o homem evoluiu. Seja na diminuição dos membros superiores e o consequente aumento dos inferiores, na correção da postura (homo erectus), na inteligência (homo sapiens), no sentido de família, comunidade, pátria, política, tendo como instrumentos diversos, o fogo, a escrita, a religião, a revolução industrial e por fim as tecnologias.
No entanto, apesar do sentimento religioso acompanhar o homem desde as mais priscas eras da humanidade, no aspecto moral ainda encontra-se muito aquém do desejável, já que a falta de fraternidade, a corrupção, a ganância e hediondez fazem-se presentes nos dias atuais. E aí nos perguntamos, se é verdade que evoluímos e portanto já deixamos o estado bruto dos longevos dias, época essa em que os seres se entredevoravam na busca irrefletida pela sobrevivência, porque conservamos ainda hoje o primarismo que deveria estar perdido na nossa trajetória evolutiva? Como explicar a banalização da violência nos dias atuais? Que prazer é esse que conservamos e manifestamos de menoscabar a hediondez da violência e de nos adaptarmos a ela?
Há um grande número de seres, que tem profunda adoração e deleitam-se com os mórbidos acontecimentos, que estampam as capas de jornais sensacionalistas, que tomam as redes sociais, onde fotos de restos mortais e corpos mutilados alimentam mentes doentias e desequilibradas, e esses "ditos" humanos assemelham-se cada vez mais às vorazes hienas e aos mitológicos vampiros da literatura e do cinema. E o mais estarrecedor é a capacidade que possuem de disseminar tal "cultura", seja no conto das estórias pré, durante e pós acontecimento, seja na riqueza de detalhes, que denota total desprezo pelas vítimas e a mais pura falta de humanidade.
Dessa cultura ignóbil que proclama e justifica a violência, recheada de uma bravura indômita, surgem "novos heróis" ou mesmo "anti heróis". Digo isso porque o homem ainda está longe de compreender a bravura e o heroísmo, pois ainda acredita que o herói é aquele que aniquila o inimigo comum, fazendo a miscelânea de heroísmo associado ao poder, e que o mocinho, que é a figura representativa do heroico, sempre vence o inimigo, na maioria das vezes pelo seu extermínio.
Essa fantasia mascara a verdade dos fatos, porque se o inimigo é todo aquele que oprime um ou mais indivíduos de uma coletividade, um Estado ou uma instituição que pune seu povo torna-se o vilão, porque estes confundem punição com condenação, ainda que tal sociedade, necessite de normas e leis rígidas, que insistem a todo o tempo em desrespeitar, tornando-se rebeldes. Nesse momento surgem os "Robin Hood's" pós modernos, disseminando uma cultura de rebeldia e transgressão "justificadas" como resposta a opressão, imiscuída de escabrosa inversão de valores, corroem as sociedades nas suas bases, dilaceram patrimônios cultivados com muito esforço pelos verdadeiros heróis da história, a cada dia mais esquecidos. E quantos não foram os heróis que nos deram mostras da sua genialidade? Quantos não são os que hoje nos dão mostras diárias de sua honra na luta pela sobrevivência e na criatividade desassistida pelas sociedades?
O heroísmo de que vos falo, não é dos valorosos homens de nações diversas, que tomaram armas para libertar seu povo dos tiranos na guerra, nem tão pouco refiro-me ao Cristo crucificado, da donzela de Lorena, Gandhi, Mandela, dos grandes descobridores e inventores, esses, sem sombra de dúvida, foram notáveis exemplos que devem ser seguidos em todas as épocas. Mas refiro-me aos grandes gênios anônimos de cada dia, que levantam-se mesmo antes do soar da alvorada, com a disposição de encarar trânsitos e transportes caóticos, as vezes com dupla jornada laborativa, para manter o sustento dos filhos, desdobrando-se por educá-los e mantê-los instruídos, e que em sua grande maioria sofrerão com o abandono e a ingratidão desses filhos ao fim de sua existência.
O heroísmo desses anônimos, reside no sentimento de que tudo fariam novamente, sem mudar uma única vírgula, porque compreenderam que tal como os notáveis heróis já citados, nasceram para plantar, sem ter qualquer pretexto de participarem da colheita. Não há nada de errado em participar somente da colheita, o que configura vilania, é não ter participado da semeadura, nem da colheita e tomar de assalto ou pelo emprego da força o trigo já separado do joio, atribuindo a si direitos que não faz jus, dando azo as falas irrefletidas de homens sem moral, causadores do colapso social, nos altos de palanques e tribunas ou mesmo por trás de microfones. Ter coragem, não é se esconder por trás de fuzis para demonstrar bravura, mas sim tornar da tosca madeira o cajado que servirá de apoio aos pés descalços, na travessia do imenso deserto cheio de pontiagudos obstáculos que separa o homem da sua evolução.
Heróis não matam pela causa, mas dão suas vidas por ela, isso é prova irrefutável de evolução.
Dessa cultura ignóbil que proclama e justifica a violência, recheada de uma bravura indômita, surgem "novos heróis" ou mesmo "anti heróis". Digo isso porque o homem ainda está longe de compreender a bravura e o heroísmo, pois ainda acredita que o herói é aquele que aniquila o inimigo comum, fazendo a miscelânea de heroísmo associado ao poder, e que o mocinho, que é a figura representativa do heroico, sempre vence o inimigo, na maioria das vezes pelo seu extermínio.
Essa fantasia mascara a verdade dos fatos, porque se o inimigo é todo aquele que oprime um ou mais indivíduos de uma coletividade, um Estado ou uma instituição que pune seu povo torna-se o vilão, porque estes confundem punição com condenação, ainda que tal sociedade, necessite de normas e leis rígidas, que insistem a todo o tempo em desrespeitar, tornando-se rebeldes. Nesse momento surgem os "Robin Hood's" pós modernos, disseminando uma cultura de rebeldia e transgressão "justificadas" como resposta a opressão, imiscuída de escabrosa inversão de valores, corroem as sociedades nas suas bases, dilaceram patrimônios cultivados com muito esforço pelos verdadeiros heróis da história, a cada dia mais esquecidos. E quantos não foram os heróis que nos deram mostras da sua genialidade? Quantos não são os que hoje nos dão mostras diárias de sua honra na luta pela sobrevivência e na criatividade desassistida pelas sociedades?
O heroísmo de que vos falo, não é dos valorosos homens de nações diversas, que tomaram armas para libertar seu povo dos tiranos na guerra, nem tão pouco refiro-me ao Cristo crucificado, da donzela de Lorena, Gandhi, Mandela, dos grandes descobridores e inventores, esses, sem sombra de dúvida, foram notáveis exemplos que devem ser seguidos em todas as épocas. Mas refiro-me aos grandes gênios anônimos de cada dia, que levantam-se mesmo antes do soar da alvorada, com a disposição de encarar trânsitos e transportes caóticos, as vezes com dupla jornada laborativa, para manter o sustento dos filhos, desdobrando-se por educá-los e mantê-los instruídos, e que em sua grande maioria sofrerão com o abandono e a ingratidão desses filhos ao fim de sua existência.
O heroísmo desses anônimos, reside no sentimento de que tudo fariam novamente, sem mudar uma única vírgula, porque compreenderam que tal como os notáveis heróis já citados, nasceram para plantar, sem ter qualquer pretexto de participarem da colheita. Não há nada de errado em participar somente da colheita, o que configura vilania, é não ter participado da semeadura, nem da colheita e tomar de assalto ou pelo emprego da força o trigo já separado do joio, atribuindo a si direitos que não faz jus, dando azo as falas irrefletidas de homens sem moral, causadores do colapso social, nos altos de palanques e tribunas ou mesmo por trás de microfones. Ter coragem, não é se esconder por trás de fuzis para demonstrar bravura, mas sim tornar da tosca madeira o cajado que servirá de apoio aos pés descalços, na travessia do imenso deserto cheio de pontiagudos obstáculos que separa o homem da sua evolução.
Heróis não matam pela causa, mas dão suas vidas por ela, isso é prova irrefutável de evolução.
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